Um dos assuntos mais comentados nos blogs gringos é o pesadelo que pode ser atravessar a fronteira de Bangkok para Siem Reap via terrestre. Inúmeras histórias de golpes, atrasos nos ônibus, cobranças indevidas e por aí vai. Mas com esse passo a passo que vou dar agora, é realmente impossível ser enganado. Existem várias opções para cruzar a fronteira. São elas:

Fronteira de Bangkok para Siem Reap (Tailândia – Camboja). Opções:

1) Ônibus normal saindo da rodoviária de Bangkok e chegando em Poi Pet (cidade da fronteira) .

Você faz tudo sozinho e chegando em Poi Pet deve pegar um ônibus ou um táxi compartilhado até Siem Reap. É a opção com menos chance de ser enganado. Desvantagem: você paga seu transporte até a rodoviária.

2) Minibus (van) saindo da Khao San Road até Siem Reap, com troca de van em Poi Pet

Valor: 400 baht. Em teoria é a mais simples, mas na prática é um pesadelo. A van vai parar algumas vezes no caminho, os tailandeses vão tentar te convencer que não dá para fazer o visto na fronteira e vão querer que você faça com eles (pagando o dobro obviamente e sem avisar), vão tentar te colocar num hotel caro, dizendo que o hotel que você reservou, não existe e por aí vai. E caso você consiga escapar das lorotas dos tailandeses, na fronteira, os cambojanos tentarão te convencer que é impossível fazer o visto sozinho, que você precisa de hotel e etc. Você sairá de Bangkok de manhã e chegará em Siem Reap às 20h30.

3) Minibus (van) saindo da Khao San Road + táxi compartilhado partindo de Poi Pet até Siem Reap comprado nas agências

Novamente, outro golpe. Essa brincadeira vai sair pelo menos uns U$7 mais cara e chegando na fronteira você vai ter que esperar os caras arranjarem mais 3 pessoas para o táxi sair. Se você está morrendo de medo de atravessar e não se importa em pagar U$7 a mais, talvez essa seja uma boa opção. Porém, lembre que com U$7 é possível pagar uma noite em um hotel simples para duas pessoas em Siem Reap.

4) Minibus (van) saindo da Khao San Road + táxi compartilhado partindo de Poi Pet até Siem Reap + visto comprado nas agências

Aqui a brincadeira vai sair pelo menos U$20 mais cara do que se você fizesse tudo sozinho. Não recomendo.

O que eu fiz?

Comprei o minibus (van) até a fronteira. Paguei 300 baht e tive que entrar em várias agências e dizer que só queria ir até a fronteira. Obviamente que ninguém irá te oferecer essa opção. Seja firme e negocie o valor, porque normalmente eles querem cobrar o mesmo valor de quem está indo até Siem Reap que é 400 baht.

A van passou para me pegar às 7h00. Ficamos uma hora rodando até encher a van. Seguimos viagem com apenas duas rápidas paradas no caminho (para banheiro) e por volta do meio-dia paramos em um lugar para almoçar. Lá, começou a palhaçada dos tailandeses. Primeiro eles separaram o grupo – quem tinha comprado só até a fronteira e quem tinha comprado até Siem Reap. Primeiro eles tentaram nos convencer (os da fronteira). Perguntaram se tínhamos visto, hotel e como faríamos para atravessar. Depois, eles simplesmente entregaram formulários de visto para os outros que iam até Siem Reap sem informar que aquele era um serviço à parte. Horas depois, fui saber por um casal de suíços que estava na mesma van (e estavam hospedados no mesmo hotel que eu) que os caras cobraram 1.200 baht para fazer o visto para eles. Isso é U$40 (o dobro do valor do preço oficial do visto).

O que eu fiz?

Disse que já tinha visto e que meu namorado estava me esperando na fronteira. Era mentira, mas funcionou. Consegui escapar da máfia tailandesa dos vistos. Saí em direção à fronteira com um casal de irlandeses que também já tinham se tocado do golpe. Antes de atravessar, cambojanos nos disseram que não conseguiríamos pegar o ônibus, que eles tinham táxi barato e etc. Fingimos surdez e continuamos andando até a imigração da Tailândia.

IMPORTANTE: a ponte é uma zona. Siga o fluxo de turistas e encontre a imigração tailandesa. Carimbe seu passaporte. Não é preciso pagar nada. Fique atento, porque vai ter gente tentando te convencer que você tem que pagar para sair da Tailândia.

Depois que sair da imigração da Tailândia, continue andando. É uma zona, o lugar tá cheio de vendedores ambulantes, cassinos e etc, mas continue andando e logo você verá uma indicação de “Visa on Arrival”. Entre na salinha e peça seu visto. Leve uma foto 3×4. Por favor, memorize isso que vou escrever aqui antes de pagar seu visto. TAXA OFICIAL DO GOVERNO PARA EMISSÃO DO VISTO É DE U$20. Só que os policiais são tão cara-de-pau que inventaram uma taxa de 100 baht (U$3,3) e tentam convencê-lo que essa taxa é uma espécie de selo para a foto. É MENTIRA!!!

Os turistas desavisados pagam achando que é oficial (mesmo com uma placa gigante dizendo que custa U$20). Entregue apenas o valor do visto e a foto quando o policial falar U$20 + 100 baht + 1 foto 3×4. Eu fui a primeira a fazer e os irlandeses estavam atrás e nós três já havíamos combinado de não pagar. O policial tentou me extorquir e entreguei os U$20, a foto e meu passaporte. Ele olhou e me pediu os 100 baht. Eu respondi com um: “você pode me dar o recibo e anotar seu nome no mesmo recibo, por favor?”. Pronto! Foi o suficiente para ele não falar mais nada (eles são muito corruptos). Cinco minutos depois, ele devolveu meu passaporte com o visto.

Bom, depois da imigração do Camboja andamos mais um pouco e pegamos o ônibus gratuito até a estação de Poi Pet. Lá nosso objetivo era encontrar mais uma pessoa para dividir o táxi até Siem Reap. Tentamos uma negociação lá no balcão e ninguém queria levar só nos três com desconto. Depois, arranjamos mais uma pessoa e eles queriam cobrar U$12 para cada um. Batemos o pé, ameaçamos sair da estação e procurar um táxi na rua e mesmo assim eles não abaixaram o preço.

Fomos até a rua e em menos de dois minutos encontramos um taxista disposto a nos levar por U$33 (U$11 para cada um) e nem precisamos dividir o táxi com mais ninguém. Foi uma viagem de duas horas. Chegamos em Siem Reap às 15h00.

Chegamos em Siem Reap e o taxista nos deixou em um lugar cheio de tuk tuks. Eles nos separaram ali. O casal seguiu em um tuk tuk e eu em outro. Um cambojano queria entrar no meu tuk tuk, mesmo eu insistindo que já tinha hotel. Ele olhou minha reserva e falou com a cara mais lavada do mundo – “esse hotel não existe”. Aí eu respondi – “meu namorado já está lá desde ontem. Ele existe sim e já está pago”.

Cheguei no hotel por volta das 15h00. Encontrei o casal de suíços quando eles chegaram – às 20h00. A viagem deles durou 13 horas no total.

Para resumir: atravessar a fronteira não é difícil. Só tem que ficar atento. Na hora de chegar no hotel, seja firme. Eles são muito bons de lábia, verdadeiros profissionais. Eles querem te convencer a ficar nos hotéis que eles ganham comissão. Se preciso, invente namorado (a), irmão (a), mãe, pai ou qualquer pessoa. Assim você os intimidará. Vá de van ou ônibus só até a fronteira e depois faça tudo por conta própria. Mantenha a calma. Respire fundo e “keep walking”. Não precisa ter medo. É tudo muito seguro. Não pague os 100 baht da propina dos policiais corruptos. Caso você esteja sozinho e não encontre gente para dividir o táxi, mantenha a calma e pegue o ônibus. Demora 3 horas e custa U$9.

 

 
Lembrou do seguro viagem? Ele é muito importante e obrigatório nos países da Europa que fazem parte do Tratado de Schengen e também em Cuba e Venezuela. Nos demais países também é recomendável a contratação, pois não podemos prever incidentes. Leia sobre minha internação na Tailândia. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, o custo médico diário de uma internação fica na faixa dos U$2.000 (caríssimo). Para os EUA a contratação de um seguro com cobertura de U$1 milhão não é exagero. Além disso, o seguro é super útil nos casos de cancelamento de viagem e extravio de bagagem (para citar alguns exemplos). Uso o seguro da Assist Card (vendido com desconto pela Real Seguros) há anos. Precisei utilizar 4 vezes durante minha volta ao mundo e sempre fui muito bem atendida. Você pode cotar com eles sem compromisso e, caso opte pela contratação, pode pagar em 6 vezes sem juros no cartão ou com desconto de 5% no pagamento à vista.
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