Singapura é o país (que também é uma cidade) mais ocidentalizado da Ásia e acho que em termos de organização, só perde para o Japão. Singapura também é conhecida como “fine city”. Fine pode significar legal em inglês, mas também significa multa. E o apelido não vem do legal, vem das multas.

Chicletes são proibidos por lá. São vendidos apenas em farmácias e com receita (e custam caro). Em qualquer lugar, tem pelo menos uma plaquinha de proibição, seja dizendo que é proibido fumar, proibido cuspir no chão, proibido tirar fotos, pisar na grama. Olha, a lista é grande.

Basicamente Singapura é composta de chineses, indianos, malaios (pessoal da Malásia, incluindo os muçulmanos) e alguns expatriados perdidos por lá (europeus). Em teoria, todo mundo vive em paz. Até porque se resolvessem brigar, o governo possivelmente cobraria uma multa, então é mais fácil viver em paz mesmo.

É o lugar mais caro do sudeste asiático. Se você curte uma cervejinha e está no estilo mochileiro, pode esquecer. Cervejas começam em 8 dólares (o dólar de Singapura).

A língua oficial é o inglês, mas pode esquecer isso também. Deveriam mudar o nome para “Singlish”, porque nada mais é do que uma bela mistura. Imagina um chinês falando inglês bem rápido, só que com a mesma entonação do chinês. Confuso né? É desesperador! Eu fiquei boiando várias vezes tentando entender o que eles queriam dizer.

Singapura foi o primeiro lugar da Ásia em que eu vi muitos brasileiros. Deve ser porque é bem do tipo que muitos brasileiros gostam. “Exótica” (não é tanto assim), “Internacional” (há controvérsias), “Longe”, “Ásia”, “Shoppings”, “Rica”, “Luxo”. Resumindo, a Nova York da Ásia. E é bem por aí mesmo, com exceção que não tem nada a ver com Nova York, a não ser o skyline. Prédios moderníssimos, super iluminados e os shoppings (é claro!).

ruas de Singapura

Ruas de Singapura

Singapura de noite

Singapura de noite

Eu adorei Singapura. Achei limpa, organizada, fácil de se locomover. Só que é um calor infernal e cheguei na época das monções. Achei que era tipo chuva de verão no Brasil (que chovia meia hora e parava), mas não. Teve dias que choveu 4 horas seguidas.
Para resumir – tem a região da Marina Bay e a famosa piscina gigantesca da cobertura que a Glória Maria visitou para uma reportagem do Fantástico ou Globo Repórter (não lembro). Não, não dá para nadar na piscina a não ser que você se hospede no hotel. Mas o recepcionista do hostel que eu fiquei, me falou que algumas pessoas conseguiram entrar lá vestindo roupa de banho e carregando uma toalha branca, fingindo serem hóspedes do hotel. Perguntei se esse povo era brasileiro e ele me respondeu – não, eram ingleses. Ou seja, existe jeitinho em outros lugares também. Para subir e ver a piscina (caso você não esteja hospedado no hotel), existem basicamente 2 maneiras: 1 – pagar o elevador. Custa 20 dólares de Singapura ou 2- tentar entrar via Ku-de-Ta (o barzinho do momento por lá). Só que o Ku-de-Ta tem dress code e as recepcionistas são bem chatinhas para deixar você entrar no super badalado bar. Elas até me deixaram entrar, mas não queriam deixar meu amigo espanhol subir comigo. Então, pagamos o elevador mesmo. Detalhe – o elevador é o mesmo, só que quem sobe via Ku-de-Ta ganha um cartãozinho e supostamente tem que beber um drink lá em cima. Ou seja, dá quase na mesma, porque esse bar é caro. O drink vai custar uns 20 dólares também.
Marina Bay
Marina Bay, Singapura

O hotel Marina Bay. Lá em cima, a famosa piscina (em formato de barco).

Piscina Marina Bay Singapura

A piscina do Marina Bay em Singapura. Farofa, a gente também vê por lá (risos).

A vista lá de cima

Nessa mesma região, tem o famoso leão branco (símbolo da cidade). Mas, já adianto que o leão não é tão grande assim. Ali também tem uma flor (achei quase igual a de Buenos Aires) e a Roda Gigante (a la Londres, porém maior, porque tudo na Ásia é megalomaníaco). Depois tem a Chinatown e Little India (Pequeno detalhe que o país já é formado por chineses e indianos, então tudo é meio Chinatown e Little India). Também tem a área muçulmana. Tudo bem perto e acessível por metrô. O metrô é ótimo e não é caro. Limpo, organizado, muito tranquilo mesmo. O prefeito de São Paulo deveria visitar Singapura e se inspirar para melhorar o de São Paulo (#prontofalei!). 
Leão
Leão de Singapura

Leão de Singapura

Leão de Singapura

O leão de dia

 

Roda gigante e flor 

Roda gigante e flor de Singapura

Roda gigante e flor de Singapura


Embora não seja dos destinos mais baratos da Ásia, é possível comer bem por 5-10 dólares, principalmente em Chinatown. Em termos de acomodação, existem vários hostels na cidade. Eu fiquei em um eco-hostel, chamado Tree Inn Lodge, que fica em Bugis, uma ótima região. Andei bastante a pé por lá, demorava no máximo 25 minutos até os pontos turísticos e para ir para o aeroporto, demorei uns 35 minutos com o metrô. 
templo indiano de Singapura

Templo indiano de Singapura (tem um igual em Kuala Lumpur)

Eu acho que Singapura vale a visita se você estiver voando para a Ásia e fizer escala por lá. Ou se vai passar por vários países do sudeste asiático. Sinceramente, acho que não vale a pena sair do Brasil única e exclusivamente para visitar Singapura. Primeiro que não tem muito o que fazer por lá. 2 dias inteiros dá e sobra e você ainda repete alguns pontos turísticos. Segundo que em termos de cultura, templos e etc. não chega nem aos pés dos vizinhos do Sudeste Asitático. A não ser que seu objetivo seja estourar o cartão de crédito nos shoppings, aí bem-vindo à Singapura.

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