Eu já queria escrever um post sobre a experiência de viajar sozinho, mas lendo esse post da minha amiga Manoela (Blog Desembarcando) me animei ainda mais.

Quem acompanha o blog há um tempo sabe que eu fiz uma volta ao mundo sozinha. Antes disso, eu já tinha viajado sozinha várias outras vezes. A verdade é que eu nunca tive medo e cheguei num ponto da vida que cansei de esperar a boa vontade e disponibilidade de outras pessoas para viajarem comigo.

Eu queria visitar o leste europeu e não tinha companhia. Fui sozinha. Sempre sonhei em conhecer a Tailândia e também não encontrei ninguém e fui sozinha. Fica parecendo que eu sou rica, mas a verdade é que a gente tem que fazer certos esforços para conseguir o que quer. Como eu citei aqui nesse post, minha moeda é viagens e a parte de moda e vida cultural são sacrificadas para que eu possa viajar mais.

Budapeste

Budapeste

Outra escolha que fiz na vida foi a de viajar mais com menos conforto. Como eu ainda quero conhecer pelo menos 50 países, qualquer economia irá me ajudar a carimbar mais países no passaporte. Então, fico sempre em hostels (raras exceções quando o hotel custa a mesma coisa), como na rua, uso transporte público e por aí vai.

Amok, prato típico do Camboja.

Para mim foi difícil viajar sozinha, porque pode não parecer, mas sou tímida. Tive que ousar bastante e superar a timidez para fazer amigos nos hostels mundo afora. Conheci muita gente legal. Alguns eu já reencontrei e outros quero reencontrar em breve.

A verdade é que foram raros os momentos que eu fiquei sozinha. Quando você decide passar 1 ano viajando, você tem que estar sempre disposto a fazer novas amizades, sem frescuras. E a amizade vem muito mais rápido do que viria na sua cidade, porque as pessoas mudam quando elas estão viajando. Na verdade, as pessoas são elas mesmas, sem máscaras, sem aquela necessidade de ter que agradar todo mundo, o tempo todo. E isso que fez da minha viagem algo muito especial.

Lógico que existiram momentos de saudades. Não vou negar que é difícil passar Natal, Ano Novo e aniversário longe de quem você gosta e gosta de você, mas a gente supera quase tudo nessa vida. Teve momentos que quis muito ter um namorado viajando comigo, porque os lugares eram paradisíacos e eu só conseguia pensar que merecia ser dividido com outra pessoa, mas sempre existirão novas oportunidades (eu acredito muito nisso).

Eu lembro que pouco antes de eu voltar ao Brasil eu estava aflita com a possibilidade de não encontrar um emprego rapidamente (o que de fato aconteceu) e a Manoela (outra, não a do Blog Desembarcando), minha amiga e companheira de outras viagens me disse – “você vai exigir muito mais de 2012 do que ele vai exigir de você”.

E foi exatamente isso que aconteceu. 2012 foi bom até o momento que eu viajei, depois ele virou um marasmo sem fim, um muro de lamentações em que eu passei a me questionar se não era melhor ter ficado na Europa e para ser sincera, ainda não descobri a resposta. O que eu descobri depois da minha viagem é que a gente aprende errando e ainda é muito melhor se arrepender do que fez do que o que não fez. Então, quando me perguntam se a viagem valeu a pena, eu respondo que foi a melhor coisa da minha vida (e de fato foi!). E vou mais além e digo que se eu pudesse repetir a experiência, repetiria sozinha novamente, porque viajar sozinho é tudo de bom! Você fica sempre acompanhado de uma pessoa que às vezes esquecemos de valorizar – você mesmo.


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