Eu moro em Curitiba, então conexões e horas mofando em aeroportos sempre fizeram parte da minha vida. Quando eu compro passagens separadas de Curitiba para Guarulhos coloco no mínimo 4 horas de intervalo entre a chegada em Guarulhos e a partida para qualquer lugar. Já diriam os gringos: better safe than sorry, ou o nosso “melhor prevenir do que remediar”.

Pesadelo dos Voos em Conexão

Agora quando quem determina o tempo de conexão é a companhia aérea que comprei a passagem “conjugada”, as coisas mudam de figura. Comprei as seguintes passagens com a Air France:

– ida São Paulo – Paris

– volta Lisboa com conexão em Paris e Paris – São Paulo

Costumo comprar passagens com múltiplos destinos para facilitar minha vida e baratear a viagem. Até aí estava tudo bem tranquilo e quase perfeito. Mas na empolgação de voltar para Portugal depois de cinco anos, não me dei conta que a minha conexão de Lisboa para Paris tinha apenas uma hora de duração. A chance de perder o voo era alta. Qualquer atraso em Lisboa poderia comprometer – e muito – a minha entrada no avião em Paris.

Meu voo de Lisboa para Paris saía às 6h. Acordei às 3h para chegar no aeroporto às 4h. Eu fiz minha parte. Cheguei com antecedência, despachei as bagagens, pedi para me colocarem nas primeiras filas para eu sair antes do avião. E deu tudo certo. Ufa!

Avião chegou em Paris às 9h15, exatos 15 minutos antes do programado. Tudo parecia estar dando certo.

Parecia tempo suficiente para andar até o próximo portão de embarque. Pois é! Parecia.

Depois de míseros cinco minutos de caminhada dentro do aeroporto me deparo com uma multidão parada. Quando falo multidão, é multidão mesmo. Ninguém se mexia, ninguém sabia o que estava acontecendo. Não tinha um funcionário do aeroporto ou da Air France para auxiliar as pessoas ou pelo menos dizer o que estava acontecendo. Depois de uns bons vinte e cinco minutos parada nesse lugar, comecei a enxergar o que parecia ser a fila da imigração. Como o passaporte não foi carimbado em Portugal (coisas do Tratado de Schengen), ele precisava ser carimbado em Paris. O problema é que todos os passageiros de todas as conexões daquele terminal também precisavam ter seus passaportes carimbados e a grande maioria deles também tinha um voo para pegar dali quarenta minutos (ou menos).

Já comecei a fazer planos do que faria no meu dia extra em Paris já que estava evidente que não conseguiria chegar a tempo no avião. A fila andava tão devagar que dava para ler um livro durante a espera.

Lá pelas tantas esbarrei em um funcionário do aeroporto e perguntei se tinha alguma fila prioritária para quem tinha conexão curta e iria perder o voo. Ele basicamente riu e falou – você e todo mundo então? Perguntei se aquilo (multidão, caos e etc.) era algo excepcional e ele respondeu que era assim todo dia e a Air France sabia. Ok, comecei a ficar nervosa.

Por mais que eu quisesse ficar uns dias a mais na Europa, admito que estava só o pó, mais cansada que o cirurgião plástico da família Kardashian e chegar em casa e tomar um banho no meu próprio banheiro era algo que eu queria muito.

Sei que levei quase uma hora nessa fila. Nessa altura do campeonato já tinha feito amizade com outros brasileiros na mesma situação e só nos restava apostar se a Air France ia atrasar o voo por nossa causa ou não.

Quando finalmente o cara carimbou meu passaporte olhei no painel e meu voo já estava no vermelho – last call. Última chamada!

Confesso que saí correndo já querendo escutar meu nome sendo anunciado nos alto-falantes. Doce ilusão! Além do meu nome não estar sendo chamado, eu ainda nem estava no terminal que deveria estar.

Corre mais um pouco porque a conexão vem aí! Onde fica o terminal 2E? Portão M? E começa a correria forte no aeroporto. Era um tal de seguir placa e ficar na esperança “que estávamos quase lá” quando percebemos que precisávamos de um ônibus para chegar no terminal.

Fala sério! Ônibus?

Nessa altura do campeonato, os outros brasileiros já tinham corrido mais do que a gente (eu e quem eu estava conversando na fila) e conseguiram pegar o ônibus. Só me restou esperar o próximo. Quando ele finalmente chegou, mais dois brasileiros se juntaram a nós e agora já éramos cinco. Será que a Air France tinha esperado a gente?

Chegamos os cinco esbaforidos e acho que foi a recepção mais VIP que já tive em um portão de embarque: uma funcionária nos esperando: “só faltavam vocês”. Nunca entrei tão rápido em um avião e ainda pela primeira classe. Consegue imaginar a cara de “felicidade” dos passageiros que já estavam no avião há mais de uma hora nos esperando? Sim, a Air France atrasou o voo para nos esperar.

No fim, deu tudo certo. Quer dizer, quase. Graças ao atraso que não tive culpa, tive que viajar a 10 fileiras de distância da minha mala de mão, tive que pedir para a passageira que estava no meio da minha fileira para, por favor, voltar ao assento dela já que eu estava no corredor e ainda tive que aguentar a “mágoa” dessa mesma passageira que não ficou muito feliz porque eu não quis trocar o assento do corredor pelo assento do meio e me incomodou o voo inteiro pedindo para levantar. Falando sobre as delícias de um voo longo diurno (só que não).

Sobre conexões: Air France, por favor, mude o horário desse voo de Paris (AF 0456) porque ninguém merece fazer essa maratona no aeroporto quando não é maratonista. E para todo mundo: se você quer saber se uma hora é tempo suficiente para conexão na Europa: não, não é. Na dúvida, se você está comprando os trechos separadamente, coloque no mínimo 3 horas entre um voo e outro.

Observação: não estou exagerando. O índice de reclamação desse voo – em específico – é altíssimo. Só olhar no Reclame Aqui e ver a quantidade de gente que perdeu o voo. Em tempo, no meu próprio voo tinham vários passageiros que haviam perdido o voo no dia anterior e tiveram que ser realocados no meu.

 
Lembrou do seguro viagem? Ele é muito importante e obrigatório nos países da Europa que fazem parte do Tratado de Schengen e também em Cuba e Venezuela. Nos demais países também é recomendável a contratação, pois não podemos prever incidentes. Leia sobre minha internação na Tailândia. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, o custo médico diário de uma internação fica na faixa dos U$2.000 (caríssimo). Para os EUA a contratação de um seguro com cobertura de U$1 milhão não é exagero. Além disso, o seguro é super útil nos casos de cancelamento de viagem e extravio de bagagem (para citar alguns exemplos). Uso o seguro da Assist Card (vendido com desconto pela Real Seguros) há anos. Precisei utilizar 4 vezes durante minha volta ao mundo e sempre fui muito bem atendida. Você pode cotar com eles sem compromisso e, caso opte pela contratação, pode pagar em 6 vezes sem juros no cartão ou com desconto de 5% no pagamento à vista.
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