Vira e mexe alguém me pergunta se vale a pena contratar um seguro viagem ou se é realmente necessário ou até mesmo se o fiscal irá pedir o comprovante no momento da imigração. Respondendo por partes:

1 – É necessário sim nos países da Europa. Veja os documentos necessários para viajar para a Europa.

2 – O agente da imigração pode simplesmente olhar para a sua cara e não perguntar nada, como pode fazer um monte de perguntas. Não tem como prever.

3 – Se vale a pena? Bom, deixa eu contar a minha mais recente experiência na Tailândia.

Vale a pena contratar um seguro viagem?

Já faz muitos anos que eu não viajo sem seguro viagem. Imprevistos acontecem e brincar com a saúde é o tipo de coisa que eu não faço. Estive na Tailândia recentemente e contratei um seguro da Assist Card (vendido com preços imbatíveis pela Real Seguros). O valor foi R$119.

Seguro é o tipo de coisa que a gente faz para não usar, afinal quem é que quer ficar doente em uma viagem? Eu não queria ter ficado.

Como foi usar o seguro viagem na Tailândia

Comecei a passar mal já no meu 3o dia de viagem. No começo, não levei muito a sério. Achei que era só uma “adaptação” do meu estômago aos novos temperos ou uma leve intoxicação alimentar. Como eu não costumo tomar remédios por conta própria, passei a beber muita água e comer bolacha água e sal. Obviamente não demorou muito para eu ficar fraca.

Na 4a noite da viagem tive bastante dificuldade para dormir, pois meu nariz e garganta travaram. Tive febre. Foi então que me preocupei, até porque estava com algumas picadas de mosquitos na perna e fiquei com medo que pudesse ser malária, dengue ou zika.

Foi só no 5o dia que efetivamente acionei o seguro viagem. Primeiramente liguei para o número da Assist Card de São Paulo pelo skype. O atendimento foi em português e muito rápido. O atendente perguntou onde eu estava, colocou o endereço do hotel no Google Maps e poucos minutos depois me encaminhou para uma clínica internacional a poucas quadras do hotel.

Foi uma caminhada de 5 minutos e assim que cheguei na clínica o médico já estava me aguardando. Ele era tailandês, mas falava um inglês razoável. O atendimento médico foi todo em inglês.

O médico me examinou e já me internou para observação. Comecei a receber soro na veia e, nesse meio tempo, ele também fez um exame de sangue para confirmar se a minha infecção era bacteriana.

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Atendimento médico na Tailândia

Olha, fiquei surpreendida positivamente com o atendimento médico que recebi. Foi excelente! O resultado do exame levou mais ou menos uma hora para ficar pronto. Só depois que se confirmou a infecção bacteriana é que ele me receitou o antibiótico (na veia também).

A única coisa que posso dizer que foi ruim nesse meio tempo é que eles retiveram meu passaporte como garantia. Lá pelas tantas o médico veio falar comigo que a Assist Card precisava mandar uma carta garantia que de fato iria pagar pelo meu tratamento. O problema é que a Assist Card tinha mandado uma carta padrão que cobria despesas de até U$300 e meu tratamento daria mais do que isso.

Fiquei preocupada com a questão do passaporte e liguei novamente para a seguradora. A atendente Ana Paula foi muito solícita, ligou na hora para a clínica, eles se acertaram e, quando recebi alta, me entregaram o passaporte.

Passei um total de 8 horas na clínica e o médico queria ter me deixado 2 dias. Tive que convencer um outro médico britânico a me dar alta (com quem consegui evoluir a conversa) e tive que prometer voltar no dia seguinte para acompanhamento.

Saí da clínica com uma sacola de remédios e instruções para tomar cada um deles.

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Total da minha conta: U$700. Quanto saiu do meu bolso? Só os R$119 que gastei na contratação do seguro. Valeu a pena? Bom, é só fazer as contas.

Nessas 8 horas que passei em observação na clínica, vi 6 pessoas serem atendidas. De “acidentes” bobos como machucar o pé em um coral durante o mergulho a alergias e intoxicações alimentares. Boa parte delas tinhas seguro e também não gastou nada, mas o cara do pé machucado especificamente não tinha e saiu da clínica com uma conta de U$100. Isso em um país barato como a Tailândia. Imagina quanto teria sido em um país caro?

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Clínica onde recebi meu atendimento

 
Lembrou do seguro viagem? Ele é muito importante e obrigatório nos países da Europa que fazem parte do Tratado de Schengen e também em Cuba e Venezuela. Nos demais países também é recomendável a contratação, pois não podemos prever incidentes. Leia sobre minha internação na Tailândia. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, o custo médico diário de uma internação fica na faixa dos U$2.000 (caríssimo). Para os EUA a contratação de um seguro com cobertura de U$1 milhão não é exagero. Além disso, o seguro é super útil nos casos de cancelamento de viagem e extravio de bagagem (para citar alguns exemplos). Uso o seguro da Assist Card (vendido com desconto pela Real Seguros) há anos. Precisei utilizar 4 vezes durante minha volta ao mundo e sempre fui muito bem atendida. Você pode cotar com eles sem compromisso e, caso opte pela contratação, pode pagar em 6 vezes sem juros no cartão ou com desconto de 5% no pagamento à vista.
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