Bangkok é uma cidade que desperta sentimentos diversos: uns amam, outros odeiam. Eu faço parte do time dos que amam Bangkok e por isso separei aqui alguns fatores que é bom saber antes de viajar para Bangkok. Alinhando as expectativas, a chance de ter uma experiência boa por lá é muito maior.

Tudo que é bom saber antes de viajar para Bangkok

Época certa para ir para Bangkok

Bangkok é um forno, em qualquer época do ano. Fato! De qualquer maneira, ainda é melhor ir no “inverno” entre dezembro e fevereiro ou no máximo dos máximos entre novembro e março para pegar o máximo de dias secos possíveis e um pouco mais frescos. Como sempre digo aqui no blog não temos como prever o comportamento da natureza, mas é bom não dar tanta chance para o azar.

Os meses de maio a outubro são os meses de chuvas e os mais quentes. Normalmente, as chuvas são no estilo “chuva brasileira de verão”. Cai o mundo por dez minutos e logo depois tudo volta ao normal. A vantagem desse período é que há menos turistas na cidade e os preços são ainda mais amigáveis.

Bairro certo para hospedagem em Bangkok

Bangkok é uma cidade que vai do “lixo ao luxo” em uma distância de poucos km. Não existe bairro certo para hospedagem em Bangkok e sim o bairro certo para a sua viagem, dependendo do seu estilo.
Quer festa, curtição e gastar R$20 ou menos em uma cama de hostel? Fique na Khao San Road. Quer luxo a preços acessíveis em uma área mais tranquila e bem conectada ao transporte público? Considere as regiões de Siam (fiquei no Oriental Residence e amei o hotel), Sukhumvit e Silom. Dinheiro não é um problema e quer ficar “no” hotel com uma vista incrível? Escolha a região de Riverside (na beira do rio Chao Phraya). O Ibis Riverside é a opção mais econômica, mas, se dinheiro não é problema, o The Peninsula é uma ótima opção.

Hotel com piscina

Eu bato nessa tecla desde 2010 (primeira vez que estive em Bangkok). Como os preços de hospedagem são bem camaradas, nunca fiquei em hostel e sempre procurei hotéis com piscina (por mais simples que fossem). Voltando ao ponto “calor”, chega o fim do dia e o calor é tanto que só um mergulho para refrescar. Recomendo demais um hotel com piscina em Bangkok. Acho que vale o investimento.

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Piscina do hotel Oriental Residence Bangkok

Comida Tailandesa

Eu sou fã da comida tailandesa e já me aventurei muito nas barraquinhas de rua de Bangkok, que particularmente adoro. Dessa vez, como passei mal, tive que evitar as barraquinhas de rua. De qualquer maneira, Bangkok tem opções para todos os gostos e bolsos. Se dinheiro não for problema, recomendo o restaurante Nahm.

Seguro Viagem

Não é obrigatório para a Tailândia, mas é recomendável fazer um. Como disse ali em cima, passei mal e dessa vez tive que acionar o seguro. Fui muito bem atendida e me livrei de uma conta de U$700.

Locomoção

Já escrevi sobre como se locomover em Bangkok e acho que não ficar só na mão dos taxistas já traz outro tipo de experiência.

Guia particular

Na minha primeira visita contratei uma guia que me levou para as principais atrações turísticas e me contou a história dos lugares. Entrei em contato novamente com ela, mas infelizmente não obtive retorno. 6 anos se passaram desde então e acho que ela não está mais trabalhando como guia (ou mudou o email). De qualquer maneira acho que o custo é baixo (paguei 1500 baht por 1 dia, o equivalente a R$150 no câmbio de novembro/16). Se alguém tiver a indicação de um guia realmente bom em Bangkok me avise, por favor.

Compras

Esses dias estava conversando com uma leitora do blog e ela estava dizendo que a Tailândia já não estava mais tão barata. É verdade! Mas nem tanto pela inflação do país, que por sinal é praticamente inexistente. Está mais caro viajar pela Tailândia porque o dólar está muito alto. Algumas coisas ainda vale muito a pena comprar na Tailândia, principalmente os itens de artesanato, como as peças de seda, por exemplo. Comprei capas para almofada a preços simbólicos. Já eletrônicos é preciso ter um certo cuidado. Há muita falsificação no país. Em shoppings “sem preço” onde vale o preço barganhado, como, por exemplo, o MBK é preciso tomar MUITO cuidado com o que se compra, pois o barato pode sair caro. Recomendo a compra de eletrônicos em lojas tradicionais. Pegue a nota fiscal e depois solicite o reembolso do imposto no aeroporto.

Código de Vestimenta para entrada nos Templos

O templo mais “chatinho” para vestimenta é o Grand Palace e é justamente o maior e mais visitado. Agora com esse período de luto por causa da morte do rei, ele está ainda mais cheio. A dica que eu dou é que quem não tiver coragem de colocar uma calça e uma blusa com mangas que coloque pelo menos a blusa que cubra os ombros e leve uma canga na bolsa e/ou mochila para cobrir as pernas.

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Grand Palace

Para os homens nada de bermudas e regatas e para as mulheres nada de calça legging. A melhor opção para as mulheres é um vestido leve que cubra ombros e joelhos. Outra coisa importante é em relação aos calçados: em boa parte dos templos você deve entrar descalço, então leve isso em consideração. Apesar dos pesares, eu acho que é melhor ir de tênis e entrar de meia nos templos. O chão não é dos mais limpos. Questão de gosto, tá?

Segurança

Como em toda cidade grande é preciso tomar cuidado sim com seus pertences. Batedores de carteira agem em todos os países. De maneira geral acho Bangkok bem segura e nunca tive problemas por lá em nenhuma das minhas 5 visitas e em algumas delas estava sozinha.

Moeda da Tailândia

A moeda da Tailândia é o baht e 1 dólar compra aproximadamente 35 baht. Qual moeda levar para Bangkok? Se você está no Brasil é melhor levar o dólar mesmo. Para os leitores de Portugal, recomendo levar o euro sem problemas. 1 euro vale aproximadamente 37 baht.

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Baht tailandês. Foto: Shutterstock

Onde trocar dinheiro em Bangkok

Você pode trocar dólares (euros, libras, etc.) nas casas de câmbio espalhadas pelas ruas e shoppings. É bem tranquilo e seguro fazer a transação.

Dica 1: troque o mínimo possível no aeroporto. A cotação é bem ruim (na faixa de 1 dólar = 33 baht).

Dica 2: as notas de 50 e 100 dólares valem mais no momento da troca. O ideal é levar notas novas.

Dica 3: pesquise, principalmente em lugares com grande concentração de casas de câmbio (Khao San Road, por exemplo). As cotações variam muito de uma casa para outra.

 

Saques em Caixas Eletrônicos

Caso você precise sacar dinheiro em Bangkok (e outras cidades da Tailândia) esteja ciente que além das taxas de saque do seu banco no Brasil, os bancos tailandeses cobram uma taxa de 150 baht por saque (U$4,3).

Cartão de crédito

Em Bangkok ele ainda tem uma aceitação maior do que nas cidades menores, mas dependendo do estabelecimento é cobrada uma taxa extra para pagamento com o cartão de crédito ou é exigido um valor mínimo de gastos para que se possa pagar no cartão.

Golpes Comuns em Bangkok

Tem que tomar cuidado com alguns golpes em Bangkok. Os mais famosos são: golpe da atração fechada, golpe do tuk tuk barato o o golpe do Ping Pong show. Veja detalhadamente aqui: golpes comuns na Tailândia.

Cartão pré-pago de internet para celular

É muito simples comprar um cartão pré-pago em Bangkok (e no resto da Tailândia). Os preços são tabelados e os cartões são vendidos até na 7-Eleven. Se você quer comprar ainda no aeroporto também é possível. Comprei um cartão da True Move com 4GB de internet e paguei 450 baht (aproximadamente R$45). A conexão era ótima e funcionou até nas ilhas, quando eu estava no barco.

O Rei

O rei faleceu recentemente e o país ficará um ano de luto. É nítida a adoração do povo pelo rei. O Grand Palace em Bangkok está mais lotado do que nunca, porque muitos tailandeses querem prestar sua última homenagem. Falar mal do rei é um assunto meio que proibido, portanto evite.

Com essas dicas, fica mais fácil viajar para Bangkok.

  
Lembrou do seguro viagem? Ele é muito importante e obrigatório nos países da Europa que fazem parte do Tratado de Schengen e também em Cuba e Venezuela. Nos demais países também é recomendável a contratação, pois não podemos prever incidentes. Leia sobre minha internação na Tailândia. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, o custo médico diário de uma internação fica na faixa dos U$2.000 (caríssimo). Para os EUA a contratação de um seguro com cobertura de U$1 milhão não é exagero. Além disso, o seguro é super útil nos casos de cancelamento de viagem e extravio de bagagem (para citar alguns exemplos). Uso o seguro da Assist Card (vendido com desconto pela Real Seguros) há anos. Precisei utilizar 4 vezes durante minha volta ao mundo e sempre fui muito bem atendida. Você pode cotar com eles sem compromisso e, caso opte pela contratação, pode pagar em 6 vezes sem juros no cartão ou com desconto de 5% no pagamento à vista.
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