Semana passada eu contei aqui nesse post que não gostei de Lisboa desde o dia 1. Demorou um tempo até eu realmente gostar da cidade.

A verdade é que eu sofri bastante preconceito na época e, inclusive, vi uma amiga ser agredida dentro do metrô por apenas porque era brasileira. A história é triste, mas verdadeira.

Essa minha amiga eu conheci no falecido Orkut, na comunidade Brasileiros em Portugal. Como eu mencionei nos posts anteriores, eu não tinha muita coisa para fazer no trabalho, então sobrava tempo para ficar na internet. E, sei que muita gente tem preconceito e tal, mas já fiz grandes amigos através da internet.

Enfim, ficamos muito amigas, tanto é que quando o pessoal que morava comigo foi embora, eu convidei a Andressa* para dividir o apartamento comigo. Bom, na verdade nos mudamos para o maior quarto do apê e sublocamos os demais, visto que o sonho dela era ir para Barcelona e o meu era ir para Londres e precisávamos de dinheiro.

Lógico que quando você está morando na Europa você tem que saber até que ponto vale a pena a economia. Por exemplo, eu não deixei de viajar durante o tempo que estava juntando dinheiro. Como eu disse aqui, eu arranjei outra fonte de renda.

Fizemos algumas viagens juntas. A mais épica de todas foi para a Ilha de Tavira, no sul de Portugal. Só para vocês terem ideia, tivemos que dormir numa barraca em 4 pessoas e a barraca comportava apenas 2. Ah, e como dizem os gringos – I don’t do camping. Ou seja, odeio acampar. Se o lugar não fosse lindo e eu não tivesse visto uma chuva de estrelas cadentes fodásticas, eu diria que aquele era um final de semana para apagar da memória.

Dormimos em 4 ali dentro

Dormimos em 4 ali dentro

Ilha de Tavira no Algarve

Ilha de Tavira no Algarve

O pôr do sol em Tavira

O pôr do sol em Tavira

 

 

Foram meses muito legais e ainda bem que eu conheci a Andressa, porque não é fácil estar em outro país, longe de todo mundo, estar se recuperando de um pé na bunda e superar tudo isso sozinha. Como dizem por aí, quem tem um amigo tem tudo.

A Andressa já tinha cidadania portuguesa (olha a ironia – ela foi agredida com um jornal dentro do metrô porque era brasileira, mas no fundo ela é 50% portuguesa) e já tinha livre trânsito pela Europa. E eu precisava da minha cidadania italiana para ir para Londres.

E o tempo foi passando. Não tinha mais muito o que fazer a não ser ir embora e continuar a perseguir meus sonhos. Já fazia muito tempo que eu não falava com o Felipe, até porque depois que a gente terminou pela última vez, eu chutei o balde mesmo e passei a ir para o Bairro Alto todas as semanas.

Ah! O Bairro Alto! Como eu sinto saudades daquele lugar. Acho que nenhum outro lugar do mundo tem um lugar tão legal como o Bairro Alto. Sei que muita gente não concorda com tal afirmação, outros acham sem graça, mas eu acho sensacional o fato do Bairro Alto ser um bairro com um bar do lado do outro. E, o mais engraçado é que o movimento está nas ruas. Você nem precisa entrar no bar. Lógico que tudo isso fica bem mais divertido no verão.

Bairro Alto

(eu recomendo uma visita ao Bairro Alto)

Mas a vida, ela é injusta. Tudo bem que ninguém disse que ía ser fácil, só que eu acho que às vezes não precisava ser tão difícil. Justo no momento que eu estava curtindo a vida em Lisboa, eu estava com meu visto vencendo e precisava de qualquer maneira de um novo visto ou da minha cidadania italiana.

Então, eu fui para a Itália. Como eu tinha parentes morando perto de Pádova, foi para lá que eu fui. Eu lembro até hoje que voei com a Ryanair de Porto para o suposto aeroporto de Veneza (que na verdade fica em Treviso). Como a pobreza era grande, eu paguei para despachar apenas uma mala de 15 kg (no caso meu mochilão) e entrei com uma mala carry-on no avião. Mas a mala estava tão pesada, mas tão pesada que eu quase me machuquei para colocá-la dentro do compartimento. Ah! E de Lisboa para Porto eu fui de ônibus. Demorei mais para chegar em Veneza do que se tivesse voado para o Brasil.

(Mesmo assim eu amo as low cost)

Cheguei na Itália super achando que eu falava italiano e não foi bem assim. Mas como a história é longa, fica para o próximo post.

* Estou substituindo todos os nomes, porque não sei se as pessoas gostariam de ver os seus nomes verdadeiros por aqui.

** Muita gente já me perguntou se o Felipe leu o post. Se leu, não falou nada. E, se quiser, o direito de resposta tá garantido para ele ou para qualquer pessoa que já foi citada em alguns desses posts. Elas podem contar a versão delas, caso queiram. 


Lembrou do seguro viagem? Ele é muito importante e obrigatório nos países da Europa que fazem parte do Tratado Schengen e também em Cuba e Venezuela. Nos demais países também é recomendável a contratação, pois não podemos prever incidentes. Leia sobre minha internação na Tailândia. No caso dos Estados Unidos, por exemplo, o custo médico diário de uma internação fica na faixa dos U$2.000 (caríssimo). Para os EUA a contratação de um seguro com cobertura de U$1 milhão não é exagero. Além disso, o seguro é super útil nos casos de cancelamento de viagem e extravio de bagagem (para citar alguns exemplos). Uso o seguro da Assist Card há anos (faça sua cotação). Precisei utilizar 4 vezes durante minha volta ao mundo e sempre fui muito bem atendida. Você pode cotar com eles sem compromisso e, caso opte pela contratação, ainda tem um desconto extra de 5% de desconto utilizando o cupom PRECISOVIAJAR5.